A arte de combinar.
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50 anos de história da empresa à volta de uma mesa. Uma conversa sobre o espírito de inovação e o futuro das janelas.
A uma altitude de 1.156 metros, em Ritten, a norte de Bozen e a poucos quilómetros da sede principal da Finstral, situa-se a fábrica de jardins de inverno Finstral de Klobenstein. A produção foi interrompida durante uma tarde, instalando-se na oficina uma grande mesa à qual se sentaram seis membros da família Oberrauch, sete convidados e dois moderadores para, juntos, fazerem uma retrospetiva do passado e planearem o futuro, por ocasião do 50.º aniversário da Finstral. Uma extraordinária combinação de pessoas que deixa claro o modo como esta empresa do Tirol do Sul está constantemente a estabelecer novos padrões na construção de janelas, recorrendo à arte da interação inteligente. Isto acaba por se tornar patente na competência única em termos de materiais. Não importa que seja PVC, vidro, alumínio, ForRes ou madeira, a Finstral produz, processa e combina magistralmente quase tudo nas suas instalações. Partindo destes cinco materiais, desenvolve-se uma conversa sobre o espírito de inovação, a história da Finstral, memórias pessoais e o futuro das janelas.

Moderação: Oliver Herwig, Stefan Sippell

Comecemos com o PVC. Nenhum outro material marcou tanto a empresa. Há 50 anos que constitui o núcleo de todas as janelas Finstral.PVC ou: o melhor material desde inícioHans Oberrauch, o senhor vem de uma família de carpinteiros. Em 1969, fabricou as primeiras janelas de PVC. O que significou para si a mudança para este novo material?H. Oberrauch Na carpintaria, fazíamos tudo: portas, móveis e também janelas. Por isso, sabíamos que a madeira tinha pontos fracos, por exemplo, deteriora-se com o tempo. Naquela altura, fascinou-me a ideia de o PVC não possuir esses problemas.

Então, queria resolver problemas e, por isso, experimentou algo novo...H. Oberrauch Sim, apesar de ter de admitir que já se fabricavam janelas de PVC nos anos 60. No entanto, estas estavam longe de apresentar a qualidade que têm hoje em dia. Mas quando a Hoechst e a Dynamit Nobel introduziram no mercado novos PVC resistentes, como por exemplo, Hostalit Z ou Trocal, isto convenceu-nos e deu-nos a confiança necessária para experimentar o PVC.

“Enquanto carpinteiros, sabíamos que a madeira tinha pontos fracos. A ideia de o PVC não apresentar todos esses problemas fascinou-me.”
Hans Oberrauch
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Hans Oberrauch, presidente do Conselho de Administração, fundou a Finstral em 1969. Também foi ele que inventou o nome com base na palavra italiana “finestra” (janela) e na palavra alemã “Sonnenstrahl” (raio de sol que entra pela janela). Além disso, tinha um fraquinho pelo design finlandês. Foi por isso que gostou da primeira sílaba “Fin”.
Tinha alguma visão na cabeça desde início? E uma estratégia empresarial concreta para a alcançar?H. Oberrauch A nossa estratégia era simples: queríamos começar por vender na região. Em meados dos anos 70, foi-nos dada então a possibilidade de exportar para a Alemanha através de distribuidores. Aproveitámos essa oportunidade, começando a definir o nosso caminho e a segui-lo de forma consequente. Algumas ideias estiveram presentes desde início, como por exemplo, a nossa própria extrusão de perfis. Apesar de este plano só ter sido concretizado em 1980, há muito tempo que já tínhamos a convicção de que teríamos de ser nós mesmos a fazê-lo.

Helmuth Seebacher, a sua função na empresa é desenvolver novos produtos e otimizar produtos Finstral. Quais são as vantagens do PVC na construção de janelas?Seebacher São muitas. O PVC possui uma elevada durabilidade. É fácil de processar. Isola bem. As ferragens podem ser bem fixadas, o que é muito importante. E o PVC conserva a sua cor durante muito tempo. A meu ver, o PVC é, sem dúvida, o melhor material para uma janela.

Já está na Finstral desde 1982. Ainda se lembra do ambiente que reinava na empresa naquela altura?Seebacher Na altura, eramos uma equipa relativamente pequena e muito unida, mesmo fora da empresa. Celebrávamos o aniversário de todos os colaboradores e, à noite, ainda íamos tomar um copo juntos. Foram tempos bonitos e intensos. Agora, a Finstral é muito maior. Só em Unterinn, conta com cerca de 180 colaboradores. Apesar de ainda existir um espírito próprio da Finstral, a convivência não é tão estreita, até porque já não nos cruzamos tantas vezes.

Senhor Oberrauch, como é que foi? Teve de aprender a criar uma cultura empresarial?H. Oberrauch Não, na realidade, não. Na carpintaria, tínhamos aprendido, desde pequenos, a lidar com pessoas. Sempre quisemos ser empregadores, fabricantes, fornecedores e parceiros corretos. Isso é importante para nós.

Dito assim, parece simples. Vamos então perguntar a um dos parceiros mais fiéis da Finstral. Marziale Bonasio, foi um dos primeiros distribuidores Finstral em Itália. Conte-nos como tudo começou?Bonasio Há 33 anos que trabalho com a Finstral e a maravilhosa família Oberrauch. Tudo começou no outono do ano 1985. Já tinha adquirido alguma experiência no setor de janelas e decidi começar a trabalhar por conta própria. Como a Finstral tinha boa reputação, queria vender essas janelas a todo o custo. Por isso, tentei várias vezes ligar para a Finstral, até que, após um mês, consegui finalmente marcar uma reunião com Hans Oberrauch. Estava a chover no dia em que subi a estrada sinuosa até Ritten. Passado algum tempo, já não tinha bem a certeza se estava no caminho certo, pelo que parei numa cabine telefónica, liguei para a Finstral e perguntei à senhora que me atendeu: “Estou a ir bem por aqui?” e ela respondeu-me: “Se acha que se perdeu, continue, porque está no caminho certo.” E não é que cheguei mesmo ao destino! (Ri-se.) No escritório de Hans Oberrauch, expliquei-lhe os meus planos. Ele não dizia nada, apenas ouvia. Então, continuei a falar, apesar de começar a sentir-me um pouco inseguro. Só no fim, após uma longa pausa, é que ele disse: “Ouça, vou-lhe entregar todos os contatos de clientes de Milão. Forneço-lhe todas as janelas que quiser e paga-mas assim que as tiver montado.” Depois, estendeu-me a mão e pronto. Assim, surgiu a minha empresa “Thermo-Infissi”. Foi um incrível voto de confiança que ainda hoje aprecio.

Itália tem uma grande tradição em design, na qual o PVC desempenha um papel fundamental. O que é que o convenceu na altura na Finstral? Foi o PVC?Bonasio Sim, mas também o design. Impressionou-me o facto de as janelas Finstral se diferenciarem visualmente de outros perfis de PVC. Os seus perfis eram estreitos, os bites arredondados e discretos. A Finstral já naquela altura dava importância ao design.

Vidro ou: o compromisso pela qualidadeLuis Oberrauch, é o irmão mais novo de Hans Oberrauch. Também participou na fundação da Finstral?L. Oberrauch Quando a Finstral foi fundada, tinha 14 anos e ainda andava na escola. Mas nas férias de verão já ajudava e ia adquirindo experiência em diversas áreas. Percebi rapidamente que queria trabalhar na empresa. Além disso, a Finstral cresceu muito nessa altura e qualquer ajuda adicional era bem-vinda.

Para além da extrusão dos perfis, a Finstral decidiu muito cedo fabricar também o seu próprio vidro. Como é que se deu este passo?L. Oberrauch No início, estávamos contentes por termos encontrado bons fornecedores de vidro. Além disso, inicialmente, também não tínhamos o capital necessário para a nossa própria produção de vidro. No entanto, numa determinada altura, surgiu a ideia de criar uma produção própria. Possuíamos espaço suficiente, uma vez que tínhamos acabado de comprar a fábrica de Scurelle em Trentino. Foi então que começámos a dedicar-nos ao material e nos convertemos num especialista em vidro. Enquanto fabricantes de janelas, o passo para o vidro foi para nós algo natural. Uma produção própria permite-nos obter uma maior liberdade criativa e, obviamente, também tem vantagens logísticas.

Ainda espera avanços inovadores no que diz respeito ao material vidro?L. Oberrauch Sim, acabámos de dar um grande salto com o vidro triplo, que deixa entrar tanta luz como o vidro duplo. Já o incluímos na nossa gama. E acho que, no futuro, o vidro se irá tornar ainda mais dinâmico, adaptando-se a qualquer situação: temperaturas, radiação, transparência, etc. O vidro ainda tem muito potencial.

Falou da fábrica de Scurelle. Uma produção de vidro própria era, na altura, uma decisão empresarial corajosa. Seja sincero, também teve algum receio?L. Oberrauch Não, não me lembro nada disso. Nós simplesmente estávamos convencidos que ia dar certo.

“A produção de vidro própria permite-nos obter uma maior liberdade criativa e oferece vantagens logísticas.”
Luis Oberrauch
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Luis Oberrauch, irmão mais novo de Hans Oberrauch, vice-presidente do Conselho de Administração. Ele entrou para a empresa em 1976 e é, entre outras coisas, responsável pelas vendas, compras e pela gestão de qualidade.
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Joachim Oberrauch, filho de Hans Oberrauch, membro do Conselho de Administração. É, entre outras áreas, responsável pelo marketing e o desenvolvimento de produtos.
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Florian Oberrauch, filho de Luis Oberrauch, membro do Conselho de Administração, é responsável pela produção e logística.
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Verena Oberrauch, filha de Hans Oberrauch, membro do Conselho de Administração, tem a seu cargo as vendas na Bélgica e na Suíça. Além disso, é responsável pela área de jardins de inverno.
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Kristin Oberrauch, filha de Luis Oberrauch, responsável pelas vendas diretas do Tirol do Sul a Verona. Trabalha na empresa desde 2013.
Professor Sieberath, na sua biografia existe um bonito paralelismo com Hans Oberrauch, uma vez que também era carpinteiro e depois se tornou no “Papa das janelas”, como lhe chamam agora…Sieberath Sim, o meu pai produzia janelas de madeira, mas, ao contrário da família Oberrauch, o meu pai continuou a trabalhar só com madeira. Olhando para trás, pode dizer-se que foi uma má decisão. Era muito mais promissor dedicar-se ao PVC. Mas a história que nos une vai para além disso. O Institut für Fenstertechnik foi fundado em 1966, apenas três anos antes da Finstral. Eu vim, pessoalmente, pela primeira vez à Finstral, a Ritten, nos finais dos anos 90 para falar com Hans Oberrauch sobre a norma ISO 9000 para a gestão de qualidade. Percebi logo na primeira conversa que no Tirol do Sul não se trabalha da mesma forma que na Alemanha. Aqui, aposta-se muito mais na confiança e no sentimento pessoal. Por outras palavras, foi preciso algum tempo. Depois da terceira conversa, o senhor Oberrauch disse: “Sim, é uma boa ideia. Queremos comprometer-nos com a qualidade.” Desde aí, temos colaborado no desenvolvimento contínuo da empresa e na sua certificação em diferentes áreas, tanto no que diz respeito ao fabrico de janelas, como à montagem e à gestão da qualidade.

Quanto ao fabrico, uma janela é a união entre o vidro e aro. O que é mais importante nesta união?Sieberath Mesmo o melhor vidro não serve de nada se não tiver um bom aro a rodeá-lo e suportá-lo. E vice-versa aplica-se exatamente o mesmo. O elemento de união é o envidraçamento, ou seja, a colocação do vidro no aro. Durante esse processo, podem ser cometidos vários erros técnicos…

…e a Finstral não os comete?Sieberath Teoricamente não, pois há anos que trabalhamos em conjunto no desenvolvimento e cumprimento dos mais altos padrões de qualidade. Na prática, é claro que nunca se pode conseguir 100% de qualidade.

A certificação como meio para garantir a qualidade é algo habitual em muitos setores tecnológicos. A Finstral é líder europeu em certificações, nenhum outro fabricante de janelas pode competir com isso. A conversa com Hans Oberrauch foi o ponto de partida para essa evolução?Sieberath É claro que o ift já tinha verificado produtos da empresa Finstral antes de mim, mas Hans Oberrauch e eu demos o passo inicial para estabelecer novos padrões de certificação. Na altura, analisámos toda a empresa: a produção, as compras, as vendas, a logística. Também foi a primeira vez que nos ocupámos com as obras, até à certificação inédita dos distribuidores. Desse modo, asseguramos a montagem correta de um bom produto. Isso é importante, pois mais de metade das falhas que detetamos se devem a uma má montagem.

Voltemos ao vidro, a tendência mantém-se: as superfícies de vidro estão cada vez maiores e os aros cada vez mais estreitos… porquê?Sieberath A resposta é simples: porque é possível. Porque o vidro é um dos materiais que mais fez avançar as nossas janelas nos últimos anos. Temos, por exemplo, a enorme melhoria dos valores de isolamento que se alcançou com o desenvolvimento do vidro simples para o vidro duplo/triplo isolante: grandes superfícies de vidros e um bom isolamento deixaram de ser problema.

Thomas Pederiva Neste ponto, gostaria de intervir na qualidade de arquiteto. Tal como muitos donos de obra, também nós queremos janelas cada vez maiores e aros cada vez mais pequenos, para deixar entrar ainda mais luz nos espaços. Isso é sobretudo possível com janelas de PVC e alumínio, já que permitem desenhar aros muito estreitos. A Finstral também domina técnicas que possibilitam a criação de superfícies de vidro extraordinariamente grandes, até sete metros quadrados. Deste modo, hoje em dia, é possível instalar o vidro como uma parede adicional, sem comprometer a segurança.

“Desejamos janelas cada vez maiores com aros cada vez mais pequenos para obter máxima luminosidade nos espaços.”
Thomas Pederiva

Alumínio ou: o início da composição modularJoachim Oberrauch, como filho de Hans Oberrauch, foi criado numa empresa que já tinha crescido na altura e continuava a expandir-se. Como é que foi a sua infância? Em vez de legos, brincava com perfis de janelas?J. Oberrauch (Ri-se.) Não, não chegava a esse extremo. Gostava de brincar com legos, mas é claro que a Finstral estava sempre presente, até porque cresci em Unterinn, nas imediações da sede da empresa. Acompanhei, muitas vezes, o meu pai até à produção. Era algo que adorava fazer em criança.

Desde 1985, a Finstral também utiliza revestimentos de alumínio para as janelas. Como e por que razão entrou em cena o alumínio?J. Oberrauch O alumínio é um material interessante e tem imensas vantagens. É resistente às intempéries. É fácil de moldar. É fácil de lacar. A única desvantagem, pelo menos na construção de janelas, é que é um bom condutor. Ao contrário do PVC, o alumínio não é apropriado como material isolante. Então, por que é que continuamos a utilizar alumínio nas janelas? Porque cada vez mais clientes queriam um aro de janela escuro no exterior e o PVC de cor escura aquece no caso de forte exposição solar, podendo deformar-se. O alumínio, por sua vez, mantém-se estável, mesmo a temperaturas extremamente elevadas. Assim, surgiu a ideia de utilizar alumínio na parte exterior, de forma a podê-la revestir com centenas de cores diferentes. Esse revestimento de cor de alumínio é totalmente resistente ao calor. É como se fosse uma segunda pele que se aplica no lado exterior. Do ponto de vista da relação preço-qualidade, uma janela de PVC e alumínio é a melhor janela que se pode obter hoje em dia.

O mais importante é uma relação atrativa entre o preço e a qualidade ou também é a evolução estética que estamos a viver?J. Oberrauch Sim, o alumínio, enquanto material, possui uma imagem própria de alta qualidade. Além disso, possui um toque e uma estética especial que muitos donos de obra e arquitetos preferem. É por isso que equipamos muitas casas com alumínio, tanto pelo exterior como pelo interior. No entanto, o núcleo das nossas janelas continua a ter sempre um perfil de PVC. Assim, conseguimos combinar as vantagens de ambos os materiais: a estética do alumínio e, no centro, o isolamento e a estanquidade do PVC.

Isso foi o começo do sistema modular de janelas, seguindo o princípio de combinar o melhor dos dois mundos?J. Oberrauch Sim, embora na altura ainda não lhe tenhamos chamado assim. Anos mais tarde, criámos então um sistema completo de janelas a partir dessa ideia, o nosso sistema modular FIN-Project. E quando, em 2012, estive numa conferência sobre janelas em Rosenheim com Helmuth Seebacher, realizou-se a apresentação da inovação: “A janela modular”. Ficámos muito felizes, pois estávamos prestes a lançar o FIN-Project no mercado.

H. Seebacher Afinal de contas, há anos que o departamento de desenvolvimento andava a trabalhar neste projeto. E acabámos mesmo a tempo. (Ri-se.)

J. Oberrauch Hoje, podemos dizer que foi uma excelente ideia, que continuamos a desenvolver. Atualmente, já podemos oferecer quatro materiais distintos para o interior: alumínio, vidro, madeira e ForRes. Esta grande liberdade de escolha é apreciada sobretudo pelos clientes mais exigentes.

L. Oberrauch Isso é verdade. Há uma semana atrás, falei com um casal que comprou janelas FIN-Project. Já os conheço há bastante tempo e, até agora, nunca lhes tinha passado pela cabeça instalar as chamadas janelas de plástico. No entanto, FIN-Project convenceu-os. A esposa passou três quartos de hora a elogiar as suas janelas novas. No início, até teve problemas em adormecer porque, de repente, deixou de ouvir os habituais ruídos da rua. É incrível! Foi aí que eu percebi, uma vez mais, que nunca seria possível convencer este tipo de clientes, nem mesmo com as melhores janelas de PVC. Mas a grande variedade de materiais deu-nos acesso a um grupo de clientes totalmente diferente.

Na Finstral, existem teoricamente 1,3 mil milhões de variantes de janelas. Kristin Oberrauch, como é que se consegue transmitir ao cliente essa diversidade quase infinita?K. Oberrauch Claro que é impossível explicar a todos a gama completa de produtos. Isso confundiria os clientes e também nem é necessário. Começa-se logo a fazer uma filtragem na primeira conversa com o cliente, definindo as suas prioridades e necessidades? Em grande parte, trata-se de uma questão de conhecer a natureza humana, de empatia. São competências necessárias para um bom vendedor. Mas é claro que a enorme variedade de opções também nos distingue no mercado: podemos oferecer mais e temos mais soluções de produtos. Por exemplo, aos arquitetos, temos de explicar detalhadamente o sistema modular e a variedade de design, uma vez que são mais exigentes e vão mais ao pormenor.

Thomas Pederiva, enquanto arquiteto, acabou de anuir com a cabeça. O que espera de um fabricante de janelas em termos de apoio e qualidade?Pederiva Se possível, que todos os meus desejos sejam satisfeitos. Com o sistema modular, a Finstral consegue cumprir praticamente todas as exigências: perfis ao nível do chão, soleiras planas, proteção solar integrada, combinações estéticas de materiais… Outra grande vantagem é que, na Finstral, se obtém tudo de uma única fonte, dos desenhos de aplicação em obra à montagem com pré-aro. Além disso, aprecio poder contar sempre com a mesma pessoa de contacto. Isso torna a execução mais rápida e descomplicada, principalmente no caso de grandes projetos.

A Finstral explica as janelas sempre em quatro dimensões: o exterior, o centro, o interior e o envolvente. A didática do chamado Finstral Planner facilita-lhe o trabalho?Pederiva O princípio dos quatro dedos do Finstral Planner não é comum, mas oferece uma boa orientação porque é aplicado de forma consequente a todos os produtos. E quando surge um novo produto, este é inserido diretamente no contexto, o que é bastante útil.

Qual é a sua experiência quando fala com colegas sobre a Finstral? Existem receios relativamente a janelas de PVC?Pederiva À primeira vista, os arquitetos e também os donos de obra tendem a escolher os materiais que melhor se encaixam esteticamente no objeto. Porém, no final, o que prevalece são os aspetos técnicos e qualitativos. Quando incluídos na conversa, é claro que estes influenciam decisivamente a escolha. Na hotelaria, o setor de muitos dos meus clientes, dá-se, por exemplo, grande valor à facilidade de manutenção e essa é muito maior no caso de PVC e alumínio do que numa janela de madeira.

Nos materiais de PVC e vidro, a Finstral é autossuficiente e produz tudo nas suas próprias instalações. O mesmo se aplica ao alumínio?J. Oberrauch De acordo com a nossa aspiração “Sempre em boas mãos”, estamos a iniciar-nos no acabamento de alumínio, pelo que estamos a construir uma unidade de pintura própria na nossa fábrica de Borgo em Trentino, que entrará em funcionamento ainda em 2019. Uma vez mais, tomámos esta decisão por bons motivos, pois também é importante para nós controlar a qualidade do alumínio. Além disso, uma unidade de pintura própria traz vantagens logísticas, bem como mais liberdade de escolha. Isto permite-nos ainda ocuparmo-nos de forma intensiva no desenvolvimento de novas superfícies de alumínio.

ForRes ou: sustentabilidade e pré-aroVerena Oberrauch, como é que entrou para a empresa? A entrada foi assim tão inevitável como no caso do seu tio Luis ou do seu irmão Joachim?V. Oberrauch (Ri-se.) Em retrospetiva, foi inevitável, apesar de ter demorado mais. Estou contente por ter trabalhado algum tempo fora da empresa. Porém, a determinada altura, chegou o momento em que decidi que também queria fazer parte desta história familiar. E quanto mais tempo estou aqui, maior é o meu entusiasmo. Além disso, acho que tenho muita sorte em poder trabalhar diariamente com a família.

Para muitos, trabalhar todos os dias com familiares ou pessoas que se conhecem desde criança seria assustador.V. Oberrauch Há realmente muitos colaboradores que me conhecem desde criança. Para mim, isso inspira-me confiança e acho muito bonito. Para nós, a empresa faz parte da família. Cada um de nós é responsável pelas suas áreas e está profundamente envolvido em todos os processos. Ao mesmo tempo, garantimos conscientemente que as hierarquias se mantêm planas. Por isso, realizamos, por exemplo, grupos de trabalho para todos os temas maiores que vão surgindo na empresa. Trata-se de reuniões que abrangem vários departamentos com todos os colaboradores e responsáveis envolvidos. Aí, fala-se de tudo e questionamo-nos mutuamente, de forma autocrítica e sem tabus. E também é assim que tomamos decisões conjuntas, para que todos as possam compreender e apoiar, como numa boa família. Esta forma de lidar uns com os outros é natural para nós, mas os novos colaboradores ou externos abordam frequentemente esta cultura especial da Finstral.

“A determinada altura, chegou o momento em que decidi que também queria fazer parte desta história familiar.”
Verena Oberrauch

F. Oberrauch Para nós, é importante que todas as opiniões sejam apresentadas e ouvidas seriamente. Só assim podemos avançar com um assunto. Afinal de contas, o futuro da empresa está na mão de todos nós. O nosso objetivo é agradar aos clientes mais exigentes. Essa é sempre a nossa prioridade.

É a isto que se chama uma gestão empresarial sustentável. Continuemos com o tema sustentabilidade. Há alguns anos que a gama de produtos inclui ForRes, um material proveniente da reciclagem de cascas de arroz e granulado de PVC. Senhor Seebacher, o que lhe passou pela cabeça quando ouviu a ideia de trabalhar com cascas de arroz?Seebacher Ah sim, as cascas de arroz... Primeiro, fiquei surpreendido. Mas depois começámos a fazer muitas experiências com o material e quando peguei pela primeira vez num perfil de ForRes, pensei que poderia ser interessante para muitas aplicações.

Quando começa a experimentar, procede passo a passo ou tem de imediato uma grande visão em mente?Seebacher Quando se trata de desenvolvimentos completamente novos, procedemos sempre passo a passo: experimentamos, aperfeiçoamos, continuamos a desenvolver… Atualmente, utilizamos ForRes em portadas e portadas de correr no lado interior das nossas janelas. Mas tenho a certeza de que vamos testar e encontrar outras aplicações.

Osvaldo Bona, já experimentou e utilizou todos os materiais na Finstral. Qual é a aceitação de ForRes no mercado?Bona Até agora, ainda não utilizei ForRes. Quando se trata de novos materiais e produtos, é necessário muito tempo para os explicar, mas depois de alguns os aplicarem, outros seguem-se. Um exemplo: trabalhei pela primeira vez com a Finstral em 1995. Na altura, não se falava de PVC, mas utilizava-se o termo pejorativo “plástico”. Após as nossas primeiras construções em Brixen, os clientes ficaram cada vez mais convencidos. Pode até dizer-se que a Finstral e eu conseguimos mudar a imagem que as pessoas tinham do PVC.

H. Oberrauch É assim, também com o PVC foi necessário algum tempo até as pessoas começarem a confiar no material. O mesmo acontecerá com ForRes. Tudo tem o seu tempo.

L. Oberrauch Além disso, o tema sustentabilidade não se limita a ForRes. Desde cedo, apercebemo-nos que é importante fazer uma gestão sustentável e procuramos continuamente formas de melhorar. Como já referido pelo professor Sieberath, toda a nossa empresa tem a certificação ISO, também no âmbito da gestão energética e ambiental e é supervisionada externamente. Um resultado disso é a instalação de reciclagem de PVC, na qual já separamos por tipo e reciclamos os desperdícios de perfis da produção desde 2011. Estes são triturados e depois utilizados para o fabrico de novos perfis de PVC ou também de ForRes.

Sieberath Esta é outra vantagem do princípio modular, pois a reutilização de materiais só pode funcionar se estes puderem ser separados sem problemas. Isso funciona bem na Finstral, já que se podem voltar a separar com a mesma facilidade com que foram unidos. Além disso, os clientes podem mandar substituir determinados componentes sem ter de renovar toda a janela.

F. Oberrauch Acho que no futuro as exigências no âmbito da sustentabilidade vão aumentar muito, uma vez que os clientes exigentes, especialmente os mais novos, querem saber como são produzidas as suas janelas. Quantos recursos foram utilizados e quanto material reciclado? Neste sentido, temos de fazer ainda mais e ser mais transparentes na comunicação.

“Os clientes exigentes, especialmente os mais novos, querem saber como são produzidas as suas janelas.”
Florian Oberrauch

Senhor Bona, com base na sua experiência enquanto dono de obra, concorda com isto? A sustentabilidade é um tema relevante para si e para os seus clientes?Bona Algumas pessoas pedem informações detalhadas sobre o tema sustentabilidade e também lhe dão muita importância na construção. Mas a sustentabilidade não se reduz aos materiais. Trata-se também do uso responsável de outros recursos, tais como o tempo e a mão-de-obra. O meu exemplo preferido é o pré-aro, no qual as janelas são colocadas de forma rápida e sem complicações, depois de terminada a fase de construção. Em Itália e na Finstral, este tipo de montagem é comum e nunca construiria sem ele. Os alemães nem conhecem o método, o que, para mim, é um mistério.

Professor Sieberath, será que pode desvendar este mistério? Por que é que os alemães continuam a resistir ao pré-aro?Sieberath O pré-aro é de facto uma ótima solução que o ift já anda a promover desde os anos 80. No entanto, geralmente os arquitetos alemães acabam primeiro a estrutura do edifício e só depois é que escolhem as janelas que querem utilizar. É verdade que se se optar pelo pré-aro, as escolhas terão de ser feitas mais cedo, mas, em contrapartida, facilita-se o trabalho nas diversas fases da obra cada vez mais curtas, ganha-se tempo e protege-se as janelas da sujidade e de danos! É estranho como há tão poucos arquitetos que aceitam este método na Alemanha.

Pederiva Isto admira-nos muito, pois na nossa região não se faz nada sem pré-aro.

Romina Ferrari, vende portas de entrada para a Finstral. Provavelmente, também com pré-aro?Ferrari Apesar de não as vender diretamente, quando tenho contacto com clientes particulares e arquitetos, falo-lhes sempre do pré-aro. Hoje em dia, até o mais pequeno risco na superfície é motivo para reclamação e o pré-aro permite evitar esse tipo de danos. O cliente espera uma superfície perfeita, tanto nas portas como nas janelas. E depois deixa que montem estes elementos na parede recorrendo a martelos grandes e, a seguir, ainda vem o estucador. Isso vai contra a lógica da qualidade.

Ao contrário do senhor Seebacher, faz parte da família ainda há poucos anos. Qual foi a sua primeira impressão da empresa?Ferrari Trabalho para a Finstral há cerca de quatro anos, mas já conheço a empresa há mais tempo porque trabalhava anteriormente para um distribuidor. Na realidade, sempre quis trabalhar diretamente para a Finstral. Desde primeiro dia de formação que fiquei logo totalmente entusiasmada porque há muitas coisas na Finstral que funcionam melhor e estão mais bem pensadas do que nos outros fabricantes. O Finstral Planner, por exemplo, com o princípio dos quatro dedos “O exterior, o centro, o interior, envolvente” é claro e está bem estruturado. Isso facilita bastante a interação com os clientes, uma vez que permite explicar a grande variedade de design de forma convincente e simples.

Se tivesse de resumir numa frase, da perspetiva de uma colaboradora, o que é que a Finstral tem de especial?Ferrari A empresa tem muito para oferecer, mas nada é dado de mão beijada. Se nos aplicarmos e se quisermos mesmo, então podemos crescer e evoluir com a Finstral.

Madeira ou: o passado encontra-se com o futuro Florian Oberrauch, atualmente a Finstral também oferece madeira maciça como variante adicional para o lado interior das janelas. Para o efeito, conta com a fábrica de madeira em Oppeano. Trata-se, de certa forma, de um regresso às origens? Afinal de contas, o seu avô geria uma carpintaria.F. Oberrauch Penso que, na história da Finstral, nunca regressamos ao capítulo anterior, mas estamos sempre a abrir novos capítulos. Como referiu o Sr. Pederiva anteriormente, há clientes que não prescindem da madeira, pois apreciam o toque e o aspeto característicos desse material. E é mesmo isso que agora já podemos oferecer. A novidade é que começámos há pouco tempo a cortar e processar a madeira na nossa própria fábrica. Desenvolver essa competência não foi nada fácil, já que a madeira é um material relativamente exigente: cresce de forma natural, apresentando irregularidades. O que nos moveu foi a ideia de combinar o vidro, a madeira, o PVC e o alumínio. Diria que otimizamos as janelas através desta variedade de materiais, até convertê-la na mais inovadora que existe atualmente no mercado.

Stefanie Winter, enquanto distribuidor, está todos os dias em contacto com clientes. A madeira continua a ser um material popular?Winter A madeira é sempre solicitada. Mas a clássica janela de madeira tem um ar pesado que, por sua vez, não é muito apreciado. O que também assusta é que a madeira no lado exterior requer muitos cuidados. Finstral, pelo contrário, combina uma ótica de aro muito estreita com o revestimento de madeira maciça, mas apenas no lado interior onde a madeira não requer quaisquer cuidados e se conserva quase eternamente porque está protegida. Isto permite-me satisfazer todos os desejos do cliente.

Como é que convence os seus clientes das vantagens? Qual é a importância da apresentação na primeira conversa?Winter É muito importante. Na nossa região, existem muitos fabricantes de janelas de PVC. Por isso, temos de nos destacar claramente, sobretudo através da qualidade. Oferecemos um bom produto, um bom serviço e uma montagem certificada. O nosso atendimento ao cliente dura, em média, entre uma hora e meia a duas horas e meia. Para isso, recorremos aos Desk de planeamento Finstral Planner, que a Finstral utiliza há alguns anos. Também aqui se aplica o princípio dos quatro dedos “O exterior, o centro, o interior, envolvente”. É algo que nenhum outro fabricante de janelas pode oferecer. Quando se apresenta as várias possibilidades aos clientes de uma forma tão estruturada, estes até se divertem a escolher as janelas. Diria que é a didática perfeita para um produto perfeito.

O que virá a seguir na construção de janelas? Existem ideias e materiais novos?Sieberath Vão surgir muitos novos desenvolvimentos na construção de janelas: no âmbito do metal, tenta-se melhorar as debilidades do alumínio, como a dilatação longitudinal e a condução do calor, através de novas técnicas. Em Rosenheim, trabalhamos intensamente na composição da madeira, para poder misturar diretamente madeira e celulose com o PVC na extrusão dos perfis. No âmbito do PVC, trata-se da substituição por matérias-primas renováveis. As empresas do futuro têm de se preocupar com este tipo de temas.

F. Oberrauch Para poupar recursos, estamos atualmente a analisar se não é possível fabricar a série FIN-Project totalmente com materiais reciclados. Já o fazemos no caso do PVC. O alumínio também pode ser perfeitamente reutilizado. E a madeira, uma matéria-prima renovável, já está agora a ser utlizada com moderação.

Os empresários da Finstral do futuro sentam-se à mesa, pois a segunda geração da família Oberrauch está a conduzir a empresa ao futuro. O que é que desejam manter a todo o custo? E quais são as áreas em que desejam definir novos padrões?V. Oberrauch O que queremos manter, em todo o caso, é a ausência de preconceitos demonstrada pela geração anterior e a coragem de ousar fazer coisas novas. O que ainda queremos introduzir? Deveria haver mais mulheres em cargos de responsabilidade! As mulheres simplesmente marcam a cultura empresarial de uma forma diferente dos homens. Por isso, fico muito contente por poder, hoje, contar com a presença de algumas mulheres sentadas a esta mesa, que desempenham uma função que era habitualmente exercida por homens.

K. Oberrauch Em todo o caso, vamos manter o nosso espírito inovador, pois visamos fabricar as melhores janelas e ter a maioria das inovações disponíveis no mercado. Para isso, também temos de fazer grandes investimentos. Aqui, podemos tomar como exemplo os nossos pais: não hesitar demasiado e dar um passo em frente no momento oportuno. É claro que também há na empresa alguns comportamentos rígidos que devemos deixar para trás. Mas, em geral, reina aqui um bom espírito.

“Em todo o caso, vamos manter o nosso espírito inovador.”
Kristin Oberrauch

Para finalizar, todos os presentes devem responder a uma última pergunta e indicar o seu material preferido. A maioria tem dificuldades em decidir, mas, por fim, surge a seguinte lista: Luis, Kristin e Florian Oberrauch, bem como Osvaldo Bona gostam de vidro. A escolha de Helmuth Seebacher, Joachim Oberrauch, Romina Ferrari e Marziale Bonasio recai sobre o PVC. Thomas Pederiva, Stefanie Winter e Verena Oberrauch optam por madeira. E o professor Ulrich Sieberath, como bom descendente de uma família de carpinteiros, escolhe a madeira. Hans Oberrauch, fundador da Finstral, é o único que não cede e não quer escolher. Apesar de os outros protestarem, abre-se uma exceção para ele…H. Oberrauch O meu preferido é a combinação. No exterior, o alumínio para garantir a resistência às intempéries e a variedade de cores. No centro, PVC para o isolamento e a resistência de aparafusamento. E, no interior, pode escolher-se livremente entre PVC, alumínio, ForRes, madeira, vidro, o que se quiser. Entretanto, conseguimos patentear o nosso sistema modular de janelas FIN-Project. E fico contente por todos estarem convencidos de que é bonito e bom.
A arte de combinar.
Helmuth Seebacher trabalha há mais de 35 anos para a Finstral, enquanto responsável pelo departamento de desenvolvimento de sistemas, é quem mais inovações põe em marcha.
A arte de combinar.
Marziale Bonasio, dono da empresa Thermo- Infissi, foi um dos primeiros distribuidores italianos da Finstral.
A arte de combinar.
Prof. Ulrich Sieberath, é, desde 2004, o diretor do instituto alemão de janelas de Rosenheim. O ift é a entidade independente líder de controlo, investigação e certificação no setor da construção de janelas e trabalha há mais de 30 anos estritamente com a Finstral para estabelecer novos padrões de qualidade.
A arte de combinar.
Thomas Pederiva, Planstudio Pederiva, projeta e constrói numerosos hotéis no Tirol do Sul. Ele aprecia a linguagem e a diversidade do design das janelas Finstral.
A arte de combinar.
Osvaldo Bona, da empresa Bona Immobilien, constrói apartamentos e lojas em Eisacktal desde os anos 90, sempre com a Finstral, por convicção.
A arte de combinar.
Romina Ferrari, colaboradora da Finstral, delegada comercial de portas de entrada.
A arte de combinar.
Stefanie Winter, da empresa distribuidora da Finstral “Fenster Stempfle” de Rosenberg/Aalen em Bade-Vurtemberga. O seu pai começou a vender janelas Finstral em 1989.
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Nós vivemos as janelas – há 50 anos
Nós vivemos as janelas – há 50 anos
No dia 6 de abril, o fabricante de janelas Finstral do Tirol do Sul celebrou o seu 50º aniversário na sua nova fábrica em Borgo Valsugana.
O vidro e a janela reúnem-se.
O vidro e a janela reúnem-se.
Paris vai a Gochsheim. Fabrice Didier da Saint-Gobain visita a fábrica de vidro da Finstral na Baixa Francónia.