Sempre funcional. Sempre estética.
Nesta entrevista, os fundadores da Finstral contam-nos os 50 anos de história e de êxito da empresa familiar de Tirol do Sul.
Hans Oberrauch
Hoje, levantamos o véu para descobrir quem está por detrás da marca. Seis membros da família de empresários Oberrauch originária do Tirol do Sul ocupam cargos de direção na Finstral. Falamos com três deles: Hans Oberrauch (77), que, em 1969, fundou a Finstral juntamente com o seu sócio Max Lintner e que ainda hoje marca o desenvolvimento de novos produtos. Luis Oberrauch (62), que foi chamado, em 1976, para a empresa através do seu irmão Hans e que é responsável pela direção do departamento de Itália e de vendas. E, por último, Joachim Oberrauch (42), que sucedeu seu pai na direção e que é responsável pelo departamento da Alemanha e de marketing.

Entrevista: Barbara Teichelmann, Stefan Sippell
HO: Hans Oberrauch LO: Luis Oberrauch JO: Joachim Oberrauch

Duas gerações de Oberrauch reúnem-se numa mesa. Encontramo-nos na central da Finstral em Unterinn, uma pequena localidade, quase uma aldeia, a norte de Bolzano. As janelas da sala de reuniões são surpreendentemente grandes. Através delas, resplandece a espetacular massa rochosa da montanha Schlern banhada pelo pôr do sol. O ambiente é relaxado, os três membros da família Oberrauch parecem estar desejosos de iniciar a conversa e, ao mesmo tempo, curiosos pelas respostas que serão dadas pelo filho e irmão, sobrinho, pai e tio. À medida que vamos falando, vai escurecendo, até que o vidro parece perder a sua transparência e transforma-se num espelho.

Como tudo começou – ou: ”Função e estética”“

Há quase 50 anos que a Finstral tem tido sucesso com janelas de PVC. Como surgiu o nome Finstral?HO: Enquanto carpinteiro, na altura, acompanhei o desenvolvimento do design de mobiliário e fiquei particularmente entusiasmado com os móveis finlandeses. Esta extraordinária combinação de função e estética sempre me atraiu, pelo que quis tomar esta exigência como exemplo. Frequentemente, os móveis tinham nomes com “Finn”. Como os raios de sol penetram pelas janelas, adicionei “Strahl”, que significa raio de luz em alemão. Além disso, janela em italiano é “finestra”! Assim, não tive de pensar muito mais.

JO: A sério?! Finlândia. Não sabia.

LO: O que é interessante é que o nome da empresa se escreveu durante algum tempo com um “h” mudo, como em “Strahl”. Acho que foi durante um ou dois anos.

HO: Nem isso. Foi menos tempo. Durante apenas um ano.

E porquê janelas?HO: Eramos carpinteiros de obras e, sobretudo, móveis, uma marcenaria com sete funcionários. Na altura, já fazíamos janelas, mas todas de madeira e em pequenas quantidades. Em 1968, foi quando as janelas de PVC nos chamaram a atenção pela primeira vez…

LO: … através de anúncios em revistas alemãs. A Hoechst [1] fez muita publicidade a uma nova matéria-prima: o PVC rígido [1] resistente a impactos. Ideal para janelas, tanto na altura como agora.

Quando se trabalha previamente com madeira, nem sempre se consegue ver logo um futuro no PVC…LO: Naquela época, confiava-se bastante na Hoechst. O que eles faziam era praticamente sagrado. Por isso, tínhamos a certeza de que se podia fazer alguma coisa com o PVC.

HO: No entanto, os primeiros três anos foram mesmo difíceis. No início, importávamos da Alemanha quase a totalidade dos produtos semiacabados [2], ou seja, os perfis [2], as ferragens, etc. Mas, na altura, a lira italiana desvalorizou muito rapidamente…

LO: Acordava-se um preço para uma janela e, durante a produção, tudo ficava cada vez mais caro para nós, de modo que, no final, acabávamos por vender a janela sem lucro ou até com prejuízo.

HO: Em 1972, decidimos desenvolver os nossos próprios sistemas e recorrer a uma empresa italiana para a extrusão dos perfis…

JO: … até 1980, ano em que incorporámos também esta fase de produção na empresa.

HO: A partir daí, começámos a ganhar dinheiro, uma vez que já não dependíamos tanto das importações da Alemanha.

LO: O crescimento acelerou com a entrada do primeiro grupo de distribuidores alemães em meados dos anos 70. Estes tomaram conhecimento da nossa existência através da publicidade que a Finstral tinha feito em jornais locais.

HO: Na Alemanha, os distribuidores aperceberam-se que o PVC estava na moda. Depois de já terem tido feito bons negócios com fabricantes italianos de janelas de alumínio, é claro que assumiram que o mesmo seria possível com o PVC. E assim foi. Esta angariação de compradores alemães impulsionou o nosso crescimento e alimentou a nossa euforia.

Sr. Oberrauch, foi nestes anos que convenceu o seu irmão mais novo Luis a participar na empresa?HO: Foi. Em parte, era ele que vinha, em parte, era eu que o trazia (ri-se).

LO: Precisávamos de colaboradores. Havia muito que fazer nessa altura.

HO: E, afinal de contas, toda a empresa era um assunto de família. Mesmo aqueles que ainda não participavam ativamente, contribuíam positivamente com as suas opiniões e análises.

Filosofia da empresa – ou: ”Em benefício do cliente”

A Finstral tem alguma filosofia empresarial? Mencionou a função e a estética…LO: Isso pode ser definido como a filosofia dos produtos. Mas filosofia de empresa...

HO: Sempre me preocupei com o benefício para o cliente. Acho que se pode classificar esta atitude de filosofia. No setor dos móveis, é claro que o foco residia sobre o design, enquanto que, nas janelas, o design também é importante, mas a funcionalidade é mais. Estas têm de ser resistentes às intempéries e, por isso, as exigências são muito maiores. Até hoje, penso sempre como se poderia aumentar o benefício para o cliente, obviamente, também para que o produto se venda bem. Claro.

LO: Além disso, é muito importante para nós termos a certeza de que fazemos bem o que fazemos e que servimos os interesses do cliente. O cliente tem de receber o que, com razão, espera de nós.

HO: Ou seja, manter sempre a credibilidade. Há que evitar grandes promessas que depois não se conseguem cumprir.

LO: Provavelmente, essa foi a razão que nos levou, ao longo dos anos, a assumir nós mesmos a gestão de todos os processos, desde o processamento do granulado de PVC, passando pela produção do vidro isolante, até à montagem. Na verdade, somos o único fabricante que faz isso. Ao não deixar nada em mãos alheias, a responsabilidade recai sobre nós. Temos aí uma oportunidade e, ao mesmo tempo, uma grande responsabilidade.

JO: Tudo a partir de uma única fonte e quase tudo de produção própria... isto também se pode definir como uma filosofia que influencia a nossa empresa. Queremos, por exemplo, que a Finstral ofereça oportunidades de trabalho às pessoas da região.

LO: Existem, efetivamente, muitos exemplos de empregados que começaram com tarefas simples na empresa e, agora, ocupam cargos importantes de direção.

Empresa familiar – ou: ”Porque é uma coisa que nos está no sangue”

Isso significa que sente responsabilidade para com a sua terra natal. A sede da empresa continua, como sempre, em Unterinn em Ritten.HO: Sim, isso é importante para nós.

LO: Simultaneamente, fomos uma das primeiras empresas do Tirol do Sul a expandir-se geograficamente [3] e que, depois, também saiu para o estrangeiro.

Mas o coração bate aqui, onde se encontra a sede da Finstral?JO: Isso é válido não só para mim como para os nossos empregados. Seguramente também porque, devido à nossa natureza, queremos continuar uma empresa familiar.

O que é tão importante para si neste aspeto?LO: Transmitir a toda a empresa a estrutura e a cultura de uma família que funciona bem. Temos hierarquias horizontais, tomamos rapidamente decisões, colaboramos de forma flexível e sem complicações e estamos todos familiarizados com o tema. Não porque se trata de um estilo de liderança moderno, mas porque é uma coisa que nos está no sangue.

Isso quer dizer que trata os seus familiares dentro da empresa da mesma forma que os restantes empregados?JO: Diria até que exijo um pouco mais dos familiares (ri-se). Não, não fazemos diferenças.

LO: Há pouco tempo, fiquei impressionado com a quantidade de empregados que já trabalham há mais de 20 ou até 30 connosco. Isso comprova, certamente, que os tratamos de forma honesta, respeitosa e correta. É claro que, às vezes, também se verificam confrontos duros, mas objetivos.

JO: Tentamos sempre pensar na solução, mesmo quando discutimos.

PVC – ou: ”É o material ideal para uma janela”

Contou-nos como, em 1968, o material PVC lhe suscitou o interesse. O que é que o fascina tanto?HO: O PVC é um material resistente a impactos que cumpre eficientemente o que promete, tanto a nível de resistência às intempéries como a nível funcional. Além disso, também sempre nos interessámos pela estética e o PVC permite fazer janelas bonitas. A tudo isto há que acrescentar a resistência de aparafusamento e de soldadura, a estanquidade das janelas, bem como o isolamento. Existem realmente muitas vantagens.

LO: É o material ideal para uma janela.

HO: O único contra do PVC é o aspeto emocional. Há pessoas que preferem a madeira, outras o alumínio e ainda os que se deixam fascinar pelo aço. Estes são os principais materiais aplicados no fabrico de janelas. Quando o cliente quer madeira é porque quer mesmo madeira, não há nada a fazer. Mas quanto à função, durabilidade e conservação do valor, não há dúvida que não prometemos demasiado. O PVC [4] é um produto duradouro que convence.

JO: E é por isso que, mesmo que se opte por utilizar outros materiais, no núcleo, tem de haver sempre PVC.
Joachim Oberrauch
Joachim Oberrauch
Hans, Luis e Joachim Oberrauch
Reunião de direção da Finstral no moderno pavilhão de produção de jardins de inverno. Da esquerda para a direita: Luis Oberrauch (vice-presidente do Conselho de Administração), Joachim Oberrauch (membro do Conselho de administração), Hans Oberrauch (presidente do Conselho de Administração).
Desenvolvimentos da Finstral – ou: ”É preciso persistência”

A Finstral é conhecida por impulsionar o setor com o desenvolvimento de novas soluções. Quais foram as inovações mais importantes na história da empresa?HO: O sistema de perfil 200 que foi lançado no mercado em 1979. Ainda hoje, é a base para obter os melhores produtos.

LO: E as superfícies. As superfícies texturadas [5] são a imagem de marca da Finstral. Nos anos 80, a procura de superfícies com estrutura de madeira era muito grande. Primeiro, usámos um sistema com película de madeira. Depois, fizemos algumas experiências e acabámos por desenvolver novos procedimentos. Eliminámos a película e começámos a trabalhar o PVC diretamente. O resultado foi uma superfície espetacular! Era algo completamente novo, que nunca tinha sido feito antes e que foi logo bem aceite no mercado.

HO: Os bons vendedores e distribuidores procuram produtos diferentes para que se possam diferenciar da concorrência. Nesse caso, não é só o preço que conta.

JO: A característica exclusiva das nossas superfícies garante-nos grande sucesso no mercado.

HO: Tentamos sempre aperfeiçoar as técnicas para otimizar os resultados. Isso apenas é possível se nunca pararmos de experimentar, até conseguirmos. É preciso persistência. É necessário investir muito esforço e trabalho, mas foi isso que nos abriu novos caminhos, vez após vez. Felizmente, os nossos empregados estão sempre interessados em coisas novas.

Voltemos às grandes inovações da Finstral: o sistema 200, seguido das superfícies, e mais?JO: Em 2001, começámos a colar as nossas janelas [6], em vez de utilizar calços. Desse modo, conseguimos perfis muito estreitos…

HO: … e o manuseamento da janela é mais fácil. Sente-se uma maior qualidade tanto durante a abertura como durante o fecho. Além disso, funciona durante muito tempo.

LO: Outra inovação importante foi, claramente, o nosso sistema de janelas FIN-Project, [7] com a introdução da estrutura modelar dos aros de janela. Isso significa que dividimos cada aro em três partes: o exterior, o núcleo e o interior. O núcleo assume as funções de isolamento e estanquidade. É aqui que estão alojadas as ferragens e o vidro isolante. O exterior e o interior encarregam-se da estética, estando disponíveis em diversos materiais e cores, por exemplo, em diferentes variantes de alumínio. Desse modo, é possível combinar as partes e satisfazer praticamente todos os desejos dos nossos clientes.

JO: Não nos podemos esquecer que, com o nosso novo forno de têmpera de vidro e as instalações de processamento do vidro que instalámos na nossa fábrica de Scurelle em 2014, surgiram novas possibilidades de integrar o vidro desde início no desenvolvimento. O resultado está à vista na nossa linha de design Cristal, na qual o vidro cobre por completo o aro, transmitindo às janelas Finstral uma nova estética.

LO: Têm um aspeto realmente moderno e leve. Além disso, possuem todas as funções importantes para nós e para os nossos clientes.

Qual foi o fator decisivo na distribuição dos produtos?JO: A gestão de mercado. Em meados dos anos 80, começámos a expandir para novos mercados: depois da Alemanha, seguiram-se a França, Holanda, Espanha e outros.

LO: Na realidade, não reuníamos as melhores condições para entrar nesses mercados, uma vez que não tínhamos muita experiência. A nível linguístico e cultural, foi uma verdadeira aventura ir a França. Porém, correu bem e, pensando para trás, pode dizer-se que foram bons tempos.

HO: Fizemos viagens bonitas. Muito bonitas (ri-se).

Exigências do cliente – ou: ”Tem de ter uma boa aparência, mas também tem de durar 40 anos”

O que mudou nas exigências dos clientes ao longo dos anos?LO: Os nossos clientes querem ter uma maior liberdade de escolha, tanto no que toca ao design como ao próprio equipamento. Além disso, o requisito de isolamento térmico de hoje já não é o mesmo que há alguns anos atrás. A segurança também ganhou importância acrescida. E a estética mudou, aliás, tem vindo a mudar muito nos últimos tempos.

Em que sentido?JO: Cada vez menos perfil, cada vez menos visível e, de preferência, só parede e vidro é o que muitos arquitetos pedem hoje em dia. Querem um perfil estreito, fino, mas tecnologicamente perfeito. A funcionalidade é imprescindível.

Enquanto fabricante de janelas, o facto de os clientes e os arquitetos quererem ver cada vez menos perfil nas janelas é algo que o incomoda?LO: É claro que não se pode eliminar por completo o aro, uma vez que este cumpre determinadas funções. Tem de ter uma boa aparência, mas também tem de durar 40 anos. Devemos isso ao cliente.

JO: Outro aspeto é a segurança.

LO: Segurança aliada a um bom design.

HO: E um bom isolamento.

LO: Há algum tempo, tentaram assaltar a casa de um colaborador nosso, mas, como, felizmente, este tinha janelas modernas da Finstral, o ladrão não conseguiu entrar. Trata-se, sem dúvida, de um tema muito presente, o medo de alguém entrar em nossa casa para nos assaltar. Ao mesmo tempo, o cliente não quer prescindir de um bom design. Os fabricantes de janelas têm de ter tudo isto em conta.

HO: O que também ganhou importância foi a montagem. Dantes, não se via as coisas dessa maneira, mas a montagem é, de facto, importantíssima. É essencial que seja bem concretizada.

JO: Por isso, nos últimos anos, concentrámo-nos na montagem [8], pois é aí que estamos em contacto com o cliente, é o último elo da cadeia, só aí é que termina o nosso trabalho. Para além da montagem perfeita, também contam outros pequenos detalhes, como deixar tudo limpo no cliente depois de concluído o trabalho. Por essa razão, introduzimos um controlo de qualidade consequente para a montagem, tanto na venda direta como para os distribuidores especializados da Finstral.
Luis Oberrauch
“Além disso, é muito importante para nós termos a certeza de que fazemos bem o que fazemos e que servimos os interesses do cliente. O cliente tem de receber o que, com razão, espera de nós.”
Conselhos para quem está a construir uma casa – ou: ”Finstral, Finstral, Finstral”

Tem três conselhos rápidos para alguém que esteja a construir uma casa e tenha de decidir qual a melhor janela para si?LO: Os três principais conselhos para um imóvel são: localização, localização, localização. Os três melhores conselhos para uma janela boa são: Finstral, Finstral, Finstral (ri-se).

HO: Diria que uma combinação de PVC e alumínio é uma opção muito boa, visto que responde a todas as exigências.

JO: Janelas não demasiado pequenas, mas suficientemente grandes…

HO: E perfis estreitos, porque criam uma sensação de bem-estar. As janelas com aros largos deixam um efeito pesado e fazem com que o espaço também pareça pesado. Quando são estreitos, conferem ligeireza ao espaço.

LO: No entanto, também acho que não se deve exagerar com as superfícies envidraçadas. Apesar de o vidro ser um material fascinante e ser capaz de fazer coisas incríveis, também necessitamos de paredes e materiais que acumulem o calor.

A vista da janela – ou: ”Um lugar que transmita a sensação de liberdade”

Que importância tem para si a vista através da janela? Influencia-o, também no seu trabalho?HO: Quando passo a noite num hotel, a primeira coisa que faço é sempre ir à janela e fico muito feliz quando posso apreciar uma paisagem bonita ou um panorama animado da cidade. Se vir um pátio escuro ou descuidado, já não me sinto tão bem. Até posso fechar as cortinas, mas a impressão deprimente fica.

LO: Acredito que um bom ambiente favorece o trabalho. Faz-nos bem olhar para um lugar que transmita a sensação de liberdade.

HO: E a comunicação através da janela não é menos importante. Dantes, era feita ainda mais do que agora.

A tradição bávara “Fensterln”, na qual os homens utilizam um escadote para subir à janela da sua amada, também existe no Tirol do Sul?LO: Já não. Agora, todos entram diretamente pela porta.

JO: Ou já só utilizam o Facebook (ri-se).

A paixão pelas janelas – ou: ”Na verdade, olho sempre”

Quando passeia por uma cidade, costuma olhar para as janelas? Ou consegue ignorá-las?JO: Frequentemente. Muitas vezes. Na verdade, olho sempre.

LO: A minha mulher diz que ando com a cabeça sempre virada para cima.

HO: A mim, também já mo disseram. Mas é perigoso quando há muito trânsito (ri-se).

LO: Quando estou numa cidade grande, com edifícios antigos e milhares de janelas, questiono-me quem as terá feito. Observo, olho e aprendo que aspeto têm as janelas naquele país específico e como são montadas. A nossa função não consiste apenas em dirigir a empresa, também temos de perceber do assunto. É uma coisa que mantemos até hoje: o interesse e entusiasmo pelas janelas.

Pode dizer-se que tem uma relação emocional com a janela?JO: Acho que sim. Quando se olha para a janela apenas do ponto de vista material e técnico, não é possível manter o entusiasmo por este produto. Faz falta a parte emocional para que a janela continue a suscitar fascínio durante tanto tempo.

HO: No início, não queria saber nada de janelas. Só queria fazer móveis, ser carpinteiro e já me estava a sair relativamente bem no negócio. A princípio, as janelas pareciam-me aborrecidas, mas provou-se o contrário. O tema janelas não tem fim.

[1] Hoechst, PVC rígido
A Hoechst AG era uma das maiores empresas químicas e farmacêuticas da Alemanha. Em 1958, introduziu no mercado o Hostalit Z, um PVC rígido, resistente a impactos, destinado à indústria da construção, que ganhou grande importância na produção de janelas nos anos 60. O PVC rígido é até hoje a base de todas as janelas de PVC; e, tanto na altura como agora, existem vários fabricantes desta matéria-prima. Aliás, as primeiras janelas de PVC foram fabricada em 1954 pela Dynamit-Nobel AG.

[2] Produtos semiacabados/perfis
Produto semiacabado é o termo genérico para designar objetos pré-fabricados. No caso de uma janela de PVC, estes podem ser, por exemplo, os perfis. Um aro de janela é composto por perfis que são extrudidos em forma de barras longas. Mas nem todos os perfis são iguais. Na secção transversal, reconhece-se uma estrutura específica, em função do fabricante. De certa forma, trata-se da impressão digital do respetivo fabricante de janelas.

[3] Centros de produção
A Finstral possui 14 fábricas em Itália e na Alemanha. A distribuição conta com mais de 1 000 distribuidores especializados em 14 países europeus. Além disso, dispomos de filiais em Espanha e França, bem como na Suíça, Alemanha e Holanda.

[4] PVC
A Finstral trabalha com PVC rígido resistente a impactos, um material extremamente duradouro e estável. O PVC pode adquirir praticamente qualquer forma, é um dos melhores isolantes e é 100% reciclável. Na unidade de reciclagem própria da empresa, o PVC das janelas Finstral é processado e convertido novamente em granulado de diferentes tipos para ser reutilizado no fabrico de novos perfis.

[5] Superfícies
As superfícies texturadas dos perfis de PVC da Finstral estão disponíveis em várias versões: com a aparência de madeira lacada de branco, branco antigo e branco pérola. Ou como superfície satinada de PVC com um aspeto acetinado moderno, disponível em branco, cinza seda e cinzento. Graças à textura, a superfície é mais dura e possui menos micróporos. Por conseguinte, é mais resistente a riscos e mais fácil de limpar do que os aros de PVC lisos.

[6] Colar em vez de utilizar calços
A adesão perimetral é uma técnica de montagem para a fixação do vidro no aro. Tradicionalmente, o vidro é fixado ao aro através de calços de plástico em pontos específicos, adquirindo assim a sua estabilidade angular. Na adesão, pelo contrário, o vidro é unido ao perfil da folha móvel ao longo de todo o perímetro, criando uma unidade estável. Esta técnica garante uma maior estabilidade a longo prazo e máximo conforto de manuseamento.

[7] FIN-Project
FIN-Project é o nome de um sistema de janelas Finstral com núcleo de PVC e revestimento de alumínio. Os perfis de PVC no núcleo garantem um isolamento térmico fiável e elevada estanquidade. O alumínio elegante e resistente às intempéries no exterior e, opcionalmente, no interior é especialmente fácil de limpar e oferece uma extraordinária liberdade de escolha, estando disponível em todas as cores RAL. Para a parte interior, também se pode optar por madeira natural e, pela primeira vez na construção de janelas, pelo material sustentável ForRes, uma mistura de PVC com cascas de arroz. Para satisfazer as mais variadas exigências, estão disponíveis diferentes formas de aro, até à folha FIN-Project Nova-line Cristal Twin, na qual o perfil desaparece por completo atrás do vidro, tanto na parte interior como exterior.

[8] Montagem certificada
Em 2013, a Finstral recebeu o certificado de montagem do instituto de janelas de Rosenheim (ift). O processo de certificação do ift inclui a aprovação dos desenhos de aplicação em obra e a formação contínua de todos os colaboradores envolvidos na montagem. Além disso, no âmbito da gestão de qualidade, são realizados testes internos com um plano de medidas e controlos externos por parte do ift. Os distribuidores da Finstral também são certificados segundo este sistema.
 
Finstral-Sede principal em Unterinn em Ritten
Mas que vista! Em frente à sede principal em Unterinn em Ritten (Bolzano) ergue-se majestosamente a montanha Schlern (2563 m). É um dos maciços montanhosos mais característicos dos Dolomitas e um emblema do Tirol do Sul.
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Professor Andreas Hild
Professor Andreas Hild
Entrevista com o Professor Andreas Hild acerca da relação entre janelas e edifícios, bem como a ideia de contar histórias através da arquitetura.